Patrocínio e Realização



Patrocínio e Realização

Mostra
CCBB
Pêndulo
Programação
Oficina de Debate
Oficina Bijari
A cena da Arte Eletrônica no Brasil, cresce com a mesma velocidade que novas ferramentas surgem, dando origem a novos suportes, novas mídia e novas linguagens.

No início do século 21, a Arte Eletrônica ganha o mesmo prestígio de formato de ponta que a Vídeoarte conquistou no final da década de 1990. Experimentação e Arte Eletrônica se fundem para gerar trabalhos que chamam a atenção de curadores no Brasil e no Mundo.

No Brasil, até hoje, nenhum Evento reuniu exclusivamente esses artistas eletrônicos mostrando para a população a vanguarda desse segmento.

A Mostra de Arte Eletrônica reúne, de 12 a 24 de abril, no Centro Cultural do Banco do Brasil de São Paulo, alguns dos principais nomes do meio eletrônico brasileiro.

Nomes reconhecidos internacionalmente como Rachel Rosalen, Lucas Bambozzi , Kiko Goifman , Wagner Morales , Carlos Nader, entre outros - exibirão seus trabalhos na sala de Cinema do CCBB-SP e participarão de mesas de debates com a platéia.

Também serão exibidos dez programas da série televisiva “Janela Eletrônica”, incluindo a cobertura do Skol Beats 2004 e trabalhos de artistas como Fernanda Ramos, Nelson Enohata, Inês Cardoso, entre outros.

No hall do CCBB-SP, o artista eletrônico Lucas Bambozzi, que mora no eixo SP- Londres, apresenta uma instalação composta de um pêndulo que, preso a uma altura de aproximadamente vinte e um metros, projeta imagens no piso.

O Pêndulo se movimenta de acordo com os ruídos ambientes e a quantidade de pessoas que circularão em torno dele.

Artistas Eletrônicos do Coletivo Bijari ministram Oficinas de Vjs e Live Images, com inscrições gratuitas. O resultado das oficinas é exibido na última sessão da programação, no dia 24 de abril.
Ficha Técnica
 
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DIREÇÃO GERAL - Didado Azambuja

PRODUÇÃO EXECUTIVA - Elaine Mattos

REALIZAÇÃO - Kan Produções

CONSULTORIA - Francisco Cesar Filho

VINHETA E ARTE DO CARTAZ - Renato Keiteiris

WEBSITE - Andréa Sampaio

Oficina de Video Jockey & Multimidia

A oficina será uma abordagem prática e teórica do universo do VJ e todos os meios e condições que o envolvem, como equipamentos, possibilidades e responsabilidades.

Para a produção de imagens serão utilizadas câmeras onde o público poderá explorar e filmar no CCBB, como material a ser trabalhado posteriomente no computador e utilizado na mixagem.

Dentro das possibilidades de trabalhar as imagens captadas, o público será orientado e direcionado à explorar a “estética de looping” que é um recurso muito utilizados pelos VJs atualmente.

Vinhetas, material pré gravado e editados pelo grupo BijaRi serão adicionados ao material para proporcionar dicussões e possibilidades visuais. Uma câmera registrará a mesa de edição, transmitindo as imagens para uma tela, ampliando a compreensão dos procedimentos e utilização dos equipamentos.

Para finalizar as atividades, será realizada uma pequena apresentação fechada com o material produzido, com a possibilidade de manuseio dos equipamentos e mixagem de imagens pelos oficineiros.
 


Release do Grupo Grupo Bijari
Formado em 1996, por arquitetos e artistas, o Bijari é um centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura. Desenvolvendo projetos em diversos suportes e tecnologias, o grupo atua entre os meios analógicos e digitais propondo experimentações artísticas, sobretudo de caráter crítico. Intervenções urbanas, performances, video, design e web design tornam-se meios para estabelecer possibilidades de vivências onde a realidade é questionada.

Quatro dos nomes mais expressivos da arte eletrônica brasileira discutem, nos dias 20 e 21 de abril, questões dessa cena.

As relações da arte eletrônica com o documentário é o tema abordado pelos artistas Carlos Nader e Kiko Goifman. No momento em que as relações com o real tornam-se presentes no cenário internacional da arte eletrônica e quando procedimentos oriundos do cinema não-ficcional são adotados por um número crescente de artistas em todo o mundo, Goifman e Nader – também premiados documentaristas – partem de sua experiência para analisar este fenômeno.

Já a trajetória da cena brasileira é analisado por artistas de duas gerações distintas. O também curador e cineasta Lucas Bambozzi e Rachel Rosalen, conhecida autora de videoinstalações, recuperam as origens, radiografam o presente e apontam os prováveis desdobramentos da arte eletrônica em nosso país.

Ao reunir artistas atuantes que, ao mesmo tempo, promovem constante reflexão sobre sua atividade, os debates da Mostra de Arte Eletrônica propiciam uma visão pioneira e privilegiada sobre esta manifestação.

Lucas Bambozzi

Desde o final dos anos 80 desenvolve estudos e trabalhos artísticos em torno da expressividade da linguagem audiovisual com ênfase nos meios eletrônicos.

Foi artista residente no Centro CAiiA-STAR (atualmente Planetary Collegium, no Reino Unido), onde atualmente finaliza seu MPhil (Master of Philosophy). Tem escrito inúmeros artigos e críticas sobre arte eletrônica e digital em publicações e catálogos no Brasil e no exterior. Foi o curador de novas mídias do Sonar Sound e um dos coordenadores do Digitofagia, ambos em 2004.

Trabalha em várias mídias e suportes tendo construído um corpo consistente de obras em video, filme, instalação, trabalhos site-specific, videos musicais, projetos interativos, Internet e CD-Rom. Seus trabalhos vem sendo frequentemente premiados e exibidos em festivais e mostras em mais de 30 países.

Atua junto a diversos coletivos de intervenção em mídias e performances de live-vídeo como grupo Formigueiro, FAQ/feitoamãos e Grupo Cobaia.

Rachel Rosalen

Nasceu e vive em São Paulo.
Artista visual, com formaçao em arquitetura e urbanismo e mestrado em multimeios na UNICAMP. Pesquisadora no curso COMUNICAÇÃO E ARTES DO CORPO na PUC - S.P.

Com um percurso fortemente marcado pelo hibridismo e pela pesquisa sobre o corpo, iniciada com a dança e o teatro fisico, seu trabalho esta construido em uma regiao de fronteira entre as artes do corpo, o estudo do espaço e a video arte. Sao videos, video instalaçoes e outras obras transmidiaticas. Atualmente trabalha pesquisando video e interatividade.

Carlos Nader

Nasceu em São Paulo em 1964. Desde 1992 vem dirigindo vídeos que já foram premiados e exibidos por museus, centros culturais e veiculados nos principais canais de TV do planeta. Entretecendo linguagens que vão do documentário clássico à arte eletrônica, Carlos Nader é acima de tudo um ensaísta. Entre seus temas principais estão a questão da identidade, a sensação do tempo e a relação do homem com a câmera.

Em seu currículo, destaca-se os premiados Trovoada e .Beijoqueiro: Retrato de um Serial Kisser. Em 2004 Nader lançou seu primeiro longa metragem “Preto e Branco’.

Kiko Goifman

Kiko Goifman nasceu em Belo Horizonte, em 1968. É antropólogo pela UFMG e mestre em multimeios pela Unicamp. Participou como debatedor no Input 94, em Montreal, Canadá, a respeito de novos formatos de documentários; e do Encontro Sul-Americano de realizadores de cinema e vídeo, em Bariloche, Argentina. No programa Correspondências, de Rumos Cinema e Vídeo, contou com uma retrospectiva de seus trabalhos, no Itaú Cultural, São Paulo, 1997.

Kiko é autor do livro e CD-ROM Valetes em Slow Motion. O tema central é a noção de tempo no cotidiano carcerário. Participou como artista convidado de United Artists I, na Casa das Rosas. Foi bolsista da Fundação Vitae, em 1998, na área de cinema e vídeo, para desenvolver a pesquisa do
documentário A Morte Densa. O CD-ROM Valetes em Slow Motion ganhou o 7º Grand Prix Möbius, na etapa Mundial/98, Paris.

E com uma câmera digital na mão e uma idéia fixa na cabeça o cineasta realizou em 2003 seu primeiro longa-metragem, o documentário "33", lançado em março de 2004 em circuito nacional.

+++++++ 20 de Abril (quarta-feira)

17h Janela Eletrônica: VJ Aléxis e Bijari
18h A Arte de Rachel Rosalen (50 min)
19h A Arte de Lucas Bambozzi (50 min)
20h Debate com Lucas Bambozzi e Rachel Rosalen: Os Caminhos da Arte Eletrônica no
Brasil – conseqüências e derivações

+++++++ 21 de Abril (quinta-feira)

14h Janela Eletrônica: Giselle Beiguelman e Fernanda Ramos (44 min)
15h Janela Eletrônica: Nelson Enohata e Inês Cardoso (44 min)
16h Janela Eletrônica: Anima Mundi e Andrés Lieban (44 min)

+++++++ 22 de Abril (sexta-feira)

17h Janela Eletrônica: Fernanda Ramos e Nelson Enohata (44 min)
18h A arte de Carlos Nader (50 min)
19h A arte de Kiko Goifman (50 min)
20h Debate com Kiko Goifman e Carlos Nader: A Arte Eletrônica e o Documentário

+++++++ 23 de Abril (sábado)

16h Janela Eletrônica: Carlos Eduardo Nogueira e Nelson Enohata (44 min)
17h Janela Eletrônica: VJ Aléxis e Bijari (44 min)
18h Janela Eletrônica: Giselle Beiguelman e Fernanda Ramos (44 min)
19h Janela Eletrônica: Anima Mundi e Andrés Lieban (44 min)

+++++++ 24 de Abril (domingo)

16h Janela Eletrônica, Anima Mundi e Andrés Lieban (44 min)
17h Janela Eletrônica: VJ Aléxis e Bijari (44 min)
18h Janela Eletrônica: Carlos Eduardo Nogueira e Nelson Enohata (44 min)
19h Exibição vídeo resultado da Oficina de VJ
(30 min)
++++++ 12 de Abril (terça-feira)

16h Janela Eletrônica: Giselle Beiguelman
e Fernanda Ramos (44 min)
17h A Arte de Wagner Morales (50 min)
18h30 A Arte de Carlos Eduardo Nogueira (50 min)

+++++++ 13 de Abril (quarta-feira)

15h Janela Eletrônica: Nelson Enohata e Inês Cardoso (44 min)
16h30 A Arte de Carlos Nader (50 min)
18h A Arte de Kiko Goifman (50 min)

+++++++ 14 de Abril (quinta-feira)

15h30 Janela Eletrônica: VJ Aléxis e Bijari
(44 min)
17h A Arte de Rachel Rosalen (50 min)
19h A Arte de Lucas Bambozzi (50 min)

+++++++ 15 de Abril (sexta-feira)

15h30 Janela Eletrônica: Anima Mundi e Andrés Lieban (44 min)
17h A Arte de Carlos Eduardo Nogueira (50 min)
19h A Arte de Wagner Morales (50 min)

+++++++ 16 de Abril (sábado)

15h30 Janela Eletrônica: Fernanda Ramos e Nelson Enohata (44 min)
17h A Arte de Kiko Goifman (50 min)
18h A Arte de Carlos Nader (50 min)

+++++++ 17 de Abril (domingo)

15h30 Janela Eletrônica: Giselle Beiguelman
e Inês Cardoso (44 min)
17h A Arte de Lucas Bambozzi (50 min)
19h A Arte de Raquel Rosalen (50 min)

+++++++ 19 de Abril (terça-feira)

16h Janela Eletrônica: Anima Mundi e Andrés Lieban (44 min)
17h A Arte de Carlos Eduardo Nogueira (50 min)
18h30 A Arte de Wagner Morales (50 min)

O Centro Cultural Banco do Brasil completa, em 2005, quatro anos de atuação em São Paulo. Voltado a uma política de programação que contempla a diversidade das manifestações artísticas contemporâneas, celebra a data oferecendo à cidade três eventos que refletem tendências da produção artística do início do século 21: arte eletrônica, música eletrônica e intervenção urbana – manifestações recentes e que abrem novas possibilidades para a expressão humana.

A Mostra de Arte Eletrônica promove um mapeamento dos mais destacados artistas eletrônicos brasileiros em uma programação que contempla projeções e debates com criadores. Inclui ainda uma oficina de arte eletrônica e multimídia e instalação composta de um pêndulo que projeta imagens no piso e se movimenta de acordo com os ruídos ambientes e a quantidade de pessoas que circularão em torno dele.

Brasil Eletrônico dedica-se à manifestação já bastante popular entre os segmentos jovens das grandes cidades: a música eletrônica. Em um inédito mapeamento, o evento reúne músicos de diversas capitais brasileiras, que mostram como são variados os estilos da música eletrônica nacional, com destaque para as saudáveis fusões regionais por eles praticadas.

O Cubo é um projeto de intervenção urbana criado e desenvolvido por seis grupos, que estimula diferentes olhares e processos no trabalho com a cidade. Trata-se de uma caixa translúcida que percorre diferentes pontos do centro paulistano e neles deflagra projeções, criações sonoras e performances, tornando o espaço urbano em área de pesquisa criativa.

Atento aos novos rumos da produção artística, o Banco do Brasil reafirma assim seu compromisso de promover manifestações artísticas e culturais de qualidade, nesse e nos próximos anos que virão.
Projeto Pêndulo

Instalação Interativa de Lucas Bambozzi - 2005

A instalação Pêndulo remete ao imaginário suscitado pela experiência realizada por Léon Foucault em 1851 em Paris, em suas tentativas de evidenciar a rotação da terra. Foi necessário disponibilizar um pêndulo formado por uma pesada esfera de latão sustentada por um cabo com cerca de 64 metros, montado no interior de um edifício onde as interferências de correntes de ar fossem mínimas. Segundo Foucault, a oscilação do pêndulo, sempre na mesma direção, comprova que a terra é que gira em torno de seu eixo, e não exatamente o pêndulo, algo já sabido desde Galileu, mas cuja comprovação empírica aconteceu especialmente a partir dessa experiência.

O projeto realizado especificamente para o átrio do CCBB-SP consiste na instalação de um pêndulo similar, com cerca de 20 metros, atravessando todos os andares do prédio. Da extremidade inferior do mecanismo, instalado dentro do objeto pendular, encontra-se um projetor de vídeo cujas imagens
são emitidas em direção ao piso do átrio.

A oscilação aqui é simbolica, uma vez que as imagens é que oscilam, em função do ruído ambiente do saguão de entrada do prédio, bem como a partir da proximidade das pessoas com relação ao pêndulo. As imagens "respodem" às oscilações do espaço, ficando mais "nervosas" e caóticas quanto mais ruidoso estiver o espaço [um sensor de presenca e um microfone captam os ruídos, ativando efeitos em real-time na imagem e no áudio]. As imagens, produzidas especificamente para o projeto, evidenciam aspectos subjetivos e sociais ligados à atual ocupação das ruas do centro de São Paulo.

criação: Lucas Bambozzi
produção e hardware: Didado Azambuja/ Kan Produções
desenvolvimento tecnológico (software): Caio Barra Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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© 2006 Kan Produções

 

De 12 a 24 de abril de 2005, no CCBB de São Paulo

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